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Descubra as diferenças entre o Cobogó e o Muxarabi

Cobogó

Ícone do design modernista, o cobogó é um elemento muito presente nos projetos contemporâneos de arquitetura e decoração. Embora seja confundido com o muxarabi, outra técnica de estrutura vazada, a diferenciação entre esses dois processos é muito simples.


Tendo como essência a integração entre interno e externo, o cobogó permite a entrada da luz natural e ventilação na edificação, agregando leveza nas fachadas e divisórias internas entre os ambientes.

Sua criação aconteceu nos anos 1920, pelos engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra; Ernest August Boeckmann; e Antônio de Góias. Sendo a palavra “Cobogó” a união das primeiras sílabas de cada sobrenome dos criadores.


A partir dos anos 1950, o arquiteto Lúcio Costa difundiu esse produto, sendo maior sucesso até hoje. Com o tempo, o monobloco pré-moldado recebeu diversas versões, a original em cimento, mas também em outros materiais como argila, vidro, gesso e cerâmica – resultando em um produto adaptável a diferentes projetos.


As releituras do cobogó original entram de vez na estética contemporânea, agregando estilo e personalidade aos ambientes. Não servindo apenas como uma utilização estrutural, mas também como artigo de decoração com um maior apelo estético de design.

Muxarabi

Ao contrário do cobogó, o muxarabi não é dividido em monoblocos, ele funciona como um painel vazado, sendo concebido através de uma grande peça entrelaçada. Além disso, essa técnica tem sua origem na arquitetura oriental árabe, desde o século XIV, presente em países da Ásia e Oriente Médio.




Sua criação, em um primeiro momento, foi em executar um painel que possibilitava a visibilidade de dentro para fora, mas ao mesmo tempo, impossibilitando a visão da área externa para a interna. Com essa característica, o muxarabi foi presença quase obrigatória em muitos palácios no oriente do planeta – uma vez que as princesas conseguiam observar a movimentação da rua, sem serem vistas.


Com o tempo e a evolução da arquitetura, o muxarabi passou a apresentar opções entrelaçadas e vazadas, principalmente em madeira, mas sem a obrigatoriedade da função da visibilidade, como antigamente. Podendo ser encontrado em uma infinidade de outros materiais.

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